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segunda-feira, 25 de maio de 2015

A contaminação ambiental por resíduos de medicamentos: isso é problema seu!

   No último sábado, eu, o professor Luciano e a professora Charise estivemos no programa Uirapuru Ecologia, na rádio Uirapuru para falar sobre a problemática da contaminação ambiental por resíduos de medicamentos.


   O descarte incorreto de medicamentos (vencidos ou aqueles em desuso) contamina os efluentes e o ecossistema e já há estudos associando esta contaminação com efeitos deletérios nos animais e até mesmo ao homem. Esses resíduos de medicamentos e até mesmo protetores solares são definidos como "contaminantes emergentes", pois o seu potencial de causar dano já é conhecido. Além do descarte incorreto, a contaminação por medicamentos acontece porque uma parte dos medicamentos que tomamos é eliminada na forma inalterada ou como metabólitos (muitas vezes ativos) pela urina. Apesar destes resíduos estarem presentes em quantidades muito baixas, vale lembrar que esta contaminação acontece de maneira contínua. São 7 bilhões de pessoas excretando resíduos de medicamentos que contaminam o ambiente, além daquelas que descartam os medicamentos de forma incorreta.
  
   Sabe-se que 1kg de medicamentos descartados de forma incorreta podem contaminar até 450 mil L de água. E o nosso padrão de potabilidade de água ignora esta contaminação de medicamentos, ou seja, não são considerados testes para verificar esta situação e nem existe na legislação algum limite ou tratamento da água visando minimizar esta contaminação. Por isso, não é novidade que a água que você toma contém resíduos de medicamentos. Portanto, isso também é problema seu! 

    Aos cientistas, cabe fornecer uma alternativa para tratar nossos efluentes e minimizar esta contaminação (aqui tem um exemplo de alternativa que vem dando certo). E você, o que pode fazer?

    Ouça aqui o áudio do programa Uirapuru Ecologia onde discutimos estas questões, as suas consequências, possíveis alternativas e o que você pode fazer para garantir a estabilidade do seu medicamento e o seu descarte correto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O farmacêutico na indústria - relato das alunas Paula e Daniela

  Um dos campos de atuação do farmacêutico é a indústria de medicamentos. Embora durante a minha formação eu tenha me identificado mais com as disciplinas de Análises Clínicas, acho que a indústria é um campo de trabalho muito bom! Desde as fases de pesquisa e desenvolvimento, até a produção e controle de qualidade, a indústria é um parque de diversões para farmacêuticos e futuros farmacêuticos. Em novembro de 2013, a Revista exame elegeu 6 carreiras promissoras dentro da profissão farmacêutica. A maioria delas estão ligadas à indústria, com remuneração bastante atrativa.

   Por tudo isso, os olhos dos nossos alunos brilham quando falamos em indústria. Grande parte deles adora todo o processo envolvido na essência da profissão que escolheram: produzir formas farmacêuticas. As aulas práticas do domínio da indústria são motivantes pois eles produzem comprimidos coloridos, cremes, batons, shampoos, e depois levam para casa. O encanto é tanto que já me solicitaram para falar também sobre a indústria neste espaço (não é, Éllen?), o que eu prontamente atendi! De fato, há algo de mágico em calcular o melhor perfil para determinada droga, verificar quais seriam os melhores excipientes e por fim produzir um comprimido. Confesso que até eu adoro visitar o laboratório da minha amiga e colega Charise (professora de disciplinas ligadas à indústria no Curso de Farmácia da UPF) e vê-la fazendo comprimidos, testes de dissolução ou tentando melhorar o perfil de uma droga que já existe (modificando sua formulação para que faça efeito mais rápido ou durante mais tempo, etc...). A tecnologia farmacêutica é pura aplicabilidade da inteligência farmacêutica.   
  
   Este mês, duas alunas do Curso de Farmácia da UPF, a Dani e a Paula, estão tendo a oportunidade de realizar um estágio de férias na Prati Donaduzzi, indústria localizada em Toledo, Paraná. Como professora delas, só tenho a dizer que são muito dedicadas e inteligentes, por isso tenho certeza que estão aproveitando ao máximo esta oportunidade. Isto fica claro logo de cara, afinal, não são todas as pessoas que abrem mão das férias para realizar um estágio. Então, convidei as duas para falar um pouco sobre esta experiência para o blog. 

Estas são a Paula Hayet e a Daniela Kilpp em frente à Prati-Donaduzzi, onde representam muito bem o nosso curso. Da UPF para o mundo!

“Ter a oportunidade de passar um mês fazendo estágio de férias em uma Indústria Farmacêutica como a Prati-Donaduzzi, esta sendo uma experiência muito gratificante e desafiadora. Além de estarmos em contato com diversos setores da empresa e principalmente com a produção, temos aulas aonde trabalhamos em grupos, com colegas de diversas áreas além da Farmácia como Engenharia Química, Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Biologia, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, aonde são confrontadas diversas opiniões/idéias, nos acrescentando assim um conhecimento mais amplo do que é o fluxo de Indústria Farmacêutica”.

Daniela Kilpp e Paula Hayet.
Acadêmicas do IX semestre curso Farmácia-UPF.

  A carga horária delas é bem pesada, pois além da rotina da indústria, elas tem aulas e trabalhos para realizar. Mesmo assim, eu pedi um depoimento e elas foram além e fizeram também um vídeo, que eu compartilho com vocês! 



 Dani e Paula, obrigada por serem as minhas primeiras correspondentes do blog! Ver vocês tão bem me deixou muito feliz e orgulhosa!